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do lado mais escuro
A primeira parte da retrospectiva do Belrock falou sobre idas e vindas de bandas pela capital paraense, é certo que nem uma delas veio para Belém somente a passeio, foram shows, participações e festivais... muitos festivais. E é exatamente sobre eles que iremos falar agora, na segunda matéria da retrospectiva.
O ano começou com a primeira edição do Fabrikaos, festival hard core organizado pela Fábrika Estúdio com a participação de 10 bandas que se revezaram em duas noites na Boate Scorpions. Logo depois vieram as especulações de que Belém receberia o “Grito Rock”, festival até então realizado somente em Cuiabá (MT). Era verdade, o Grito Rock em 2007 passaria para um patamar superior comparado aos festivais já existentes, seria um festival integrado, promovido pelo Circuito Fora do Eixo que causou um verdadeiro “sacolejo” na cena independente com um evento acontecendo simultaneamente em 13 estados entre os dias 09 e 17 de fevereiro. Belém recebeu o festival logo no primeiro dia do projeto, com shows de três bandas locais (Suzana Flag, Johny Rockstar e La Pupuña) e a convidada Superguidis.

Telaviv no Festival Fabrikaos
O intervalo para outro festival foi grande, mas o intervalo para outra edição do Fabrikaos foi mínimo, já no primeiro final de semana de junho mais 11 bandas fizeram a festa em mais duas noites na Scorpions. No final do mês ainda teve o Joker Fest que foi interrompido por causa da forte chuva.
Semestre acabando e o site começa a anunciar o Festival BELROCK, que reuniria 10 bandas da cena local e uma atração nacional. O Festival rolou logo na primeira semana do mês de agosto com um casting das melhores bandas paraenses, sem deixar de lado a oportunidade para que novas bandas mostrassem seu som. Prova disso foi a convocação do Monomotor, que estreou suas atividades mostrando que tinha gás para grandes festivais sendo logo convocado para o Se Rasgum no Rock 2 que rolaria em setembro. O festival teve também as bandas Aeroplano, Superjack, Suzana Flag, A Euterpia, Ataque Fantasma, Norman Bates, Madame Saatan, Johny Rockstar (que aprontou um “mosh coletivo” convidando o público a invadir o palco) e terminado as participações locais, as guitarradas do La Pupuña. O Belrock trouxe a banda paulista Matanza, um dos shows mais esperados na cidade.

A partir daí foi um atrás do outro, mas os festivais não se restringiram somente à capital do estado, cidades como Santa Isabel e Barcarena organizaram e realizaram suas próprias baladas rock em 2007. A primeira delas foi Castanhal que fica a 58 Km de Belém, lá aconteceu o Expresso do Rock bem no meio de agosto. Foram cinco dias de evento entre mostra de vídeos e shows de bandas locais e da capital. Destaque para as locais Bandola, Estado Civil e Telesonic e pro encontro musical de Elder Effe com antiga banda, Suzana Flag. O primeiro dia do mês de setembro foi mais barulhento em Santa Isabel, os Isabelenses realizaram o I FestCal. Não exatamente um festival de rock, mas de música. Entre os riffs mais barulhentos e nervosos era possível encontrar Habemus Papa, Madame Saatan, SuperJack, Johny Rokstar, Lilith, Base 25 e Neurama.
15 e 16 de setembro. A segunda edição do Se Rasgum no Rock, no Afrikan Bar, foi uma verdadeira maratona. Foram 32 bandas: 22 locais, 9 nacionais e 1 internacional. O Nashville Pussy (USA) foi uma grande surpresa no anúncio da grade do festival, mas os pernambucanos do Cordel do Fogo encantado e os brasilienses do Móveis Coloniais de Acajú não deixaram o posto de “grandes atrações” escorregar. Uma curiosidade, foi no Se Rasgum no Rock 2 a última apresentação da banda Hebe e Os Amargos.
Em outubro aconteceu a 2ª edição do CCAA Fest. Logo depois de uma série de eliminatórias, 15 bandas se apresentaram no anfiteatro do Memorial dos Povos disputando vários prêmios. Os dois primeiros lugares ficaram, na ordem, com: Bate a Campa e Bobo da Côrte. Em novembro o rock atravessou a baía para o VIII Barcarena Fest Rock, com a participação de Next to nothing, Morphina Rock, Plumo k7, Madame Saatan e Turbo. E finalmente em dezembro, o DCE da UFPa com o apoio de alguns centros acadêmicos, conseguiram trazer de volta depois de mais de uma década o Rock In Rio Guamá. Foram 30 bandas fazendo “pockets shows” durante duas noites de rock n roll no famigerado “Vadião”.
Na terceira e última parte desta retrospectiva a gente traz alguns destaques do ano de 2007.
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