walbenny Parisrock leodias CAROLANNE abenas wizardking jamesd marcelsena primamateria gangrel23 surgidosdonada miniblues laranjamecanica michell_adm karlay guaci82 selvagens natrix rádio strutz
do lado mais escuro
Belém sem dúvidas é um celeiro de novos talentos. Bandas e candidatos a rockstars surgem como mangas na cidade das mangueiras. Em todos os cantos tem gente nova criando música de qualidade e com muita vontade de mostrar uma nova cara para uma velha cena independente.
Neste sábado 18, o Café Taverna, local histórico em que praticamente todas as bandas, desde as mais importantes até as completamente esquecíveis, já tocaram; ponto de nascimento das festas da Dançum Se Rasgum Produciones, naqueles tempos em que o extinto Eletrola entupia o ambiente de tal maneira que não se permitia a entrada de mais ninguém; o Pub mais anti-propagandista do planeta – já que resolveu se esconder numa escuridão infinita atrás das árvores, e, não satisfeito, fez-se um “carrinho” de lanche na entrada; este local mágico, místico, estranho, e que tem a cerveja mais barata da cidade bem ao lado – afinal, quem nunca bebeu no bar da loira? – tem a incumbência de, mais uma vez, dar espaço a duas grandes promessas da cena independente: Paris Rock e Barão Geraldo.

A Paris Rock (www.belrock.com.br/paris), formada em 2007, tem uma forte pegada de música brasileira. Alguns dizem samba-rock, mas às vezes parece bem mais rock do que samba. Sob influência de Jorge Ben Jor, Gram, Mombojó, Nervoso, entre outros, a banda já traz no currículo alguns shows muito bem recepcionados pelo público, como a excelente participação no Projeto Ensaio Aberto no Espaço Cultural Ná Figueredo, além de uma participação na coletânea virtual Guitarras sob Mangueiras Volume 2, que é um projeto idealizado e realizado por Renato Menezes, líder da banda experimental, com um quê de setentista e quase transcendental Malachai, outra grande banda da novíssima (velha e escondida) safra. Mas isso é conversa pra outra hora.
Assim como a Paris Rock, o Barão Geraldo (www.purevolume.com/baraogeraldo), figura como uma das novíssimas promessas de uma cena que até está carente - de leve, mas está – de grandes heróis. Na ausência de Madames Saatan’s e JRS’s, grupos novos se proliferam, espelhando-se nestes quase-deuses da produção cultural independente made in Belém. Sobre a importância da renovação e do surgimento de novas bandas, Lua Akira, guitarrista e vocalista, acredita que “aos poucos esse meio independente vai conseguindo conquistar o seu espaço. Pelo menos bandas de qualidade nós já temos por aqui. O nosso papel é fazer a música continuar”.
E todos nós torcemos para que a música continue!
Todos os direitos reservados a BelRock 2006. Proibida a reprodução parcial ou total deste conteúdo sem prévia autorização.