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aroma de bordel
"Revirando Sótão"RELEASE
Harmonia, liberdade, ausência de um rótulo, poesia e musicalidade obsessiva perseguida a cada ensaio. Essa fusão de elementos com irrestrita influência é o resultado do trabalho árduo de cinco jovens músicos (estudiosos e pesquisadores por formação) colocados em prática por um “modo de vida” que eles escolheram, batizando de A Euterpia (vindo do nome científico do açaí: euterpe oleraceae). Neste percurso, que iniciou sua caminhada em 1998, época em que o cenário musical estava imerso em ostracismo e tédio, já existiam sentimentos fortes dentro de cada integrante que, com o passar do tempo, culminou no fortalecimento e enriquecimento musical da banda, formada por Marisa Brito (voz), Antônio Maria Novaes (violão e voz), Carlos “Canhão” Brito (bateria e percussão), Márcio “Pato” Melo (contrabaixo) e Tom Salarzarcano (guitarra). Hoje, A Euterpia se desloca de qualquer rótulo já estabelecido dentro da cena musical paraense.
Não é rock, mas é pesado e ousado. Não é pop, mas seus refrões grudam desde a primeira audição. Não é marginal, mas sua linha principal é o experimentalismo. Afinal de contas, em que prateleira de uma loja de disco se encontraria o álbum da Euterpia? Se não fosse ao lado dos já consagrados Tom Zé, Hermeto Pascoal, Karnak etc., talvez ficasse mesmo junto a outros grupos de pop. Ou rock? Ou world music? A verdade é que se existisse uma prateleira para expor o CD da banda à venda, seus músicos provavelmente protestariam, pois eles escolheram percorrer uma estrada feita por viagens inusitadas e sem fronteiras. E não bastou alguns meses para já se ouvir falar, aqui e ali, que existia uma nova banda na cidade. “De que é”?, perguntavam os curiosos. “É de rock, pó!”, respondiam os mais afoitos. No começo, o rock foi sim uma influência, mas com o passar dos anos e o girar dos músicos, o conceito foi se afunilando cada vez mais para um trabalho onde a liberdade musical seria o fio condutor da banda. MPB, jazz, blues, flamenco e experimentalismo acompanharam o trajeto do grupo, que foi crescendo junto com o objetivo em se tornar uma banda que escolheu como meio de vida o de músico profissional. E daí por diante, os shows ficaram cada vez mais seguros de si, sendo apresentados ao público (formado por fãs fidelíssimos) em teatros, bares, casas de shows etc. Músicas como Veneza, Brechot do Brega (com videoclipe), Nu desesperado, Suma de ti, Atrás de um riso estridente e Absurdo na orelha e Cinemática são cantadas em coro por fãs em suas apresentações. Algumas, músicas do EP-Demo Caótico & Harmônico, lançado em 2002. A banda já venceu o festival “Novos Talentos da Música Brasileira”, promovido pelo Circuito Cultural Banco do Brasil. Em breve (bota breve nisso), sai o disco Revirando o Sótão, primeiro álbum da Euterpia, com 14 canções que fizeram parte da história da banda nestes oito anos de existência.
O disco, além de um encarte que já promete ser um dos melhores daqui do lado de cima, foi produzido pela banda em parceria com o músico Alcyr Meireles. A riqueza e a falta de fronteiras do núcleo de criação da banda, os leva a percorrer uma longa e tortuosa estrada (como diria Paul MCcarthney em The long and widding road), mas esse caminho não inibe A Euterpia, como responde a música Atrás de um riso estridente: “Não se culpe nem se poupe / Deite-se, vire-se música/ Deixe se musicar”.
Cd Demo: “Caótico e Harmônico” Com: Marisa Brito (voz), Antônio Maria Novaes (violão e voz), Tom Salazarcano (guitarra), Márcio “Pato” Melo (contrabaixo) e Carlos “Canhão” Brito Jr. (bateria). Gravado nos dias 07, 08 e 09 de janeiro de 2002 no Magical Mistery Studio, em Belém-Pa.
Video Clip: “Brechot do Brega” Produção: Pera Lá Produções e Digital Produções Direção: Renée Chalú e Renato Chalú
Release escrito por Marcelo Damaso
FORMAÇÃO
Marisa Brito (VOZ): Concluiu o curso de canto popular do conservatório Carlos Gomes e atualmente é aluna de canto lírico do professor Milton Monte na Escola de Música da UFPA. Está cursando Licenciatura em Música na UEPA. Participou do curso “Voz e Dicção”, ministrado pelo cantor Walter Bandeira. Participou do workshop “Interpretação Cênica de textos Musicados” com o professor Thomas Smith (Alemanha).
Antônio Maria Novaes (VIOLÕES, ESCALETA E VOZ): Aluno do curso de violão Erudito da Escola de Música da UFPA , tendo participado das seguintes oficinas de aprimoramento técnico: oficina de canto do SESC-PA; oficina de violão da Fundação Curro Velho; workshop de percussão com Nana Vasconcelos no IAP; curso de introdução à linguagem do jazz com Yuri Guedelha no CCBEU. É aluno do Curso de Licenciatura em Música na UEPA.
Tom Salazarcano (GUITARRA, VIOLÃO, CAVAQUINHO E VOZ): Aluno do Curso de Bacharelado em Música (Violão Clássico) da UEPA Conservatório Carlos Gomes, tendo participado das seguintes oficinas de aprimoramento técnico: oficina de canto da Fundação Curro Velho com o professor Edelmiro Soares; curso introdução à linguagem do jazz com Yuri Guedelha na UFPA; oficina de Harmonização para violão da Fundação Curro Velho com Professor Nego Nelson. Work shop de harmonia e improvisação com Nelson Farias, de harmonia com o prof. “Careca” Braga, arranjo para música popular com Ricardo Matsuda, curso de violão popular com o professor Cizinho, curso “A arte da improvisação” com Jeff Gardner , master class de violão clássico com Sidney Molina.É ex-integrante das bandas Metáfora , A Firma e Blues & Cia.
Márcio “Pato” Melo (CONTRABAIXO): Estudante de contrabaixo acústico na Escola de Música da UFPA e fez curso de aprimoramento técnico com os professores: Wilson, Sidney KC, Rubens Stanislaw, Poli Dourado e Adelbert Carneiro em contrabaixo elétrico.Participou do Workshop de contrabaixo ministrado pelo baixista Ney Conceição. Ex-integrante das bandas Patato Maman, Naya Reggae e Atualmente integra o grupo instrumental Até Jazz .
Carlos “Canhão” Brito Jr. (BATERIA E PERCUSSÃO): Aluno do curso de percussão erudita do Conservatório Carlos Gomes, na classe do professor Ricardo Aquino, e integrante do grupo de percussão da mesma instituição, participou do IV, V e VI Encontro Brasileiro de Percussionistas; I e II Encontro Latino-Americano de Percussão, do VII ao XVI Festival Internacional de Música de Câmara do Pará. Participou de diversos workshops de aprimoramento técnico de bateria e percussão ministrados por: Paschoal Meirelles, Kiko Freitas, Nenê, Robertinho Silva, Márcio Bahia, Nana Vasconcelos, Bolão, Marco Suzano e João Carlos Dalgalarrondo. Atuou em diversas bandas do cenário musical paraense: Florbela Spanka, Blues & Cia, 11:11, Loki e Presidente Elvis. Atualmente integra o grupo instrumental Até Jazz.
INFLUÊNCIAS
acima o release trata disso
INTEGRANTES
Antonio Novaes (Violo). Carlos Canhão (Bateria). Eventuais Convidados (Saxofone). Marcio Pato (Baixo). Marisa Brito (Voz). Tom Salazarcano (Guitarra).
OUTRAS MÚSICAS
GALERIA
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