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do lado mais escuro
"São Domingos do Surf"RELEASE
Numa época em que a cidade de Belém fervilha com o surgimento
de dezenas de bandas autorais, em que as atenções finalmente estão
se voltando para o norte e em que o estilo da guitarrada tem se consolidado
cada vez mais forte no mercado fonográfico brasileiro, uma banda formada
por estudantes do curso de Licenciatura em Música da Universidade do
Estado do Pará entrou com os dois pés no peito dessa cena independente
local e mostrou que quem não tem preconceito, que tem a cabeça
aberta e uma musicalidade plural, é quem se torna a bola da vez. Misturando
uma série de elementos como o rock, merengue, surf music, brega e, é
claro, a guitarrada paraense, o grupo surgiu no momento mais oportuno que uma
banda com essas influências poderia aparecer.
Exatamente no ponto em que
o deslumbramento com os tiozões do Mestres da Guitarrada veio à
tona, quando o Brasil passou a conhecer o trabalho de Aldo Sena, Curica e Mestre
Vieira, que, amplificando suas guitarras em linha direta no som, sem o auxilio
de pedais, amplificadores caríssimos e guitarras com timbres específicos,
conseguiram colocar os ouvidos mais atentos perto da caixa de som e fazer o
pezinho bater no ritmo irresistível para uma dança. Movidos por
esse espírito, os estudantes de música partiram para um projeto
de pesquisa chamado Guitarrada ? a música instrumental com sotaque paraense,
que tinha como base justamente o trabalho do trio de senhores. Depois disso,
foi só a tentativa de adicionar ao seu som as influências que trazem
Dick Dale, The Clash, Pink Floyd, Buena Vista Social Club etc.
Aí, depois
de tudo isso você ainda pergunta: ?é rock??. Não exatamente.
Mas e daí, você é xiita o bastante para não escutar?
Sua estréia foi nos palcos do Rec Beat, em Recife, onde a banda mostrou
pela primeira vez, ao vivo, o seu som para cerca de cinco mil pessoas. Um começo
nada usual para uma moçada que surgiu sem a menor pretensão de
virar banda. Hoje em dia, o La Pupuña é hype em Belém,
eles tocam quase todos os dias da semana em diversos bares da cidade. Tem sido
assim desde que Belém descobriu essa fusão inteligente e experimental
que coloca os pupuñeros rodeados de mulheres dançando num clima
de sensualidade que faria Rick Martin morrer de inveja.
Além do Rec Beat,
a banda também se apresentou no Porto Musical no Recife e carnaval 2006
de Olinda; na 4ª Bienal de Arte e Cultura da UNE, Projeto Eletroacústico
do Auditório Ibirapuera, SESC Pompéia e Terruá Pará,
em São Paulo; Feira da Música Independente (Foyer do Teatro Nacional),
Senhor Festival (Sala Cássia Eller), Super Noites Senhor F (Gate?s Pub),
Arena e Criolina (Bar do Calaf), em Brasília; Rio Scenarium no Rio de
Janeiro; Festival Cultura de Verão, em Algodoal; Duas vezes na ?Farra
na Casa Alheia? (Buono Amici?s), no Teatro Dragão do Mar e no Aniversário
do Kukukaya, em Fortaleza; 6º Primeiro Campeonato Mineiro de Surf (Lapa
Multishow) em Belo Horizonte; Miss Modular em Salvador; 11º Goiânia
Noise (Teatro Martim Cererê) em Goiânia; Festival Calango em Cuiabá
e Festival ?Se Rasgum no Rock? em Belém. Um currículo invejável
que parece de uma banda veterana. Que nada.
O La Pupuña conseguiu essa
façanha toda desde novembro de 2004. Em um ano de vida, o grupo já
arrancou elogios de produtores como Carlos Eduardo Miranda, Kassin, Pena Smith,
e de artistas como Los Hermanos, Wander Wildner, Otto e Mombojó, que
também viraram fãs. E imagina que esse é apenas o primeiro
ano do La Pupuña. Em seus shows, o guitarrista Félix costuma dedicar
uma canção à deusa do cinema pornô Asia Carrera.
Ele diz que até já escreveu uma canção para ela
e que mandará as partituras para que a atriz toque no piano. Com toda
essa ajuda do destino aliada ao talento de cada integrante da banda, alguém
duvida que eles possam ganhar uma fã desse porte? Pelo menos, na rota
do contágio feminino eles já estão.
INFLUÊNCIAS
Dick Dale, The Clash, Pink Floyd, Buena Vista Social Club etc.
INTEGRANTES
Adriano Sousa (Bateria). Diego Muralha (Guitarra). Luiz Félix (Voz e Guitarra). Marcio Goés (Baixo). Rodolfo Santana (Teclado). Ytanaã Figueredo (Percusso).
OUTRAS MÚSICAS
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