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do lado mais escuro
HEBE E OS AMARGOS É VITRINE DO PUNK EM BELÉM
A banda já é referência para adolescentes mais rebeldes que estão começando a descobrir o rock
Por muitas vezes a gente fica tentando imaginar de onde os astros do rock buscam inspiração para dar nomes aos seus grupos e bandas e quando eu recebi a missão de fazer uma matéria com os garotos do Hebe e Os Amargos essa divagação foi imediata, porém vã.
Já na entrevista, que rolou em uma mesa de bar, entendi o porquê da mudança do local da entrevista, de um estúdio onde a banda iria ensaiar para um bar no centro da cidade, os garotos pareciam não querer deixar nenhuma dúvida da origem do nome da banda, por isso o bar - “pensamos em colocar o nome de alguém famoso e mais alguma coisa, a partir daí vieram vários nomes que nem todo mundo da banda curtiu: O Silvio e os Santos, O Harry e os Potter e finalmente Hebe e Os Amargos” – conta Henrique Amargo, vocal da banda. O que caiu como uma luva já que os caras são cervejeiros assumidos e por isso atribuem o nome da banda ao gosto amargo da bebida.

Hebe e os Amargos é uma banda de punk rock com menos de dois anos de formação e uma bagagem de responsabilidade por já estarem entre as grandes revelações do rock na cidade. Formada por Henrique Amargo nos vocais, Paulo Amargo na guitarra, Bob no baixo e Zé Netto na bateria, o quarteto bagaceiro já participou do projeto container do programa “Balanço do Rock” da Rádio Cultura, dividiu o palco com os cearenses do Carango Abacaxi e já disponibilizam cerca de seis músicas autorais pela internet.

Influenciados diretamente por bandas como Ramones, Groovie Ghoulies e Queers, os caras dividem preferências individuais que vão do country ao manguebeat. Todos na banda tiveram seu primeiro contato com a música há pelo menos sete anos, quando começaram a tocar os primeiros instumentos – “Eu toco guitarra desde criança, mas os caras me pediram pra entrar na banda e tocar bateria, como já manjava um pouco, resolvi arriscar” – confessa Zé Netto. Henrique amargo, que antes dividia a atenção entre vocal e guitarra, hoje impressiona com uma performance sem igual dentre as outras bandas do estilo. 
O mais curioso é que a banda nem tem um visual tão característico como o das tradicionais bandas de punk a não ser por um ou outro corte de cabelo mais maluco de alguns integrantes, mesmo assim, Hebe e Os Amargos já se firma como uma referência nesse estilo servindo de vitrine para adolescente que curtem um som mais rebelde e inconseqüente – “Nosso público é bem jovem mesmo, entre 15 e 17 anos e isso não nos incomoda nenhum pouco, é até legal saber que nós somos uma das primeiras bandas que eles estão ouvindo” – diz Henrique.

A banda pretende lançar uma demo com seis faixas pela Abunai Recods e o videoclipe da música “Mamãe curte Ramones”, faixa que eles disponibilizaram no perfil aqui no Belrock, até meados de setembro.
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