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do lado mais escuro
A banda representa uma manifestação da música industrial que pretende agredir a sociedade de maneira artística.
Embora não seja comum ouvir ou ler a palavra “projeto” acompanhando o nome de uma banda dentro de seu sentido mais literal, o Projeto I.O.N. usa-a como uma afirmação naquilo que se propõe: “É uma questão de estética sonora pra brincar com a questão empresarial ao qual o sentido de industrial está ligado” – brinca o vocalista da banda, Andrei Simões. Formada no final de 2005, a banda completa-se com Alam Alves (Baixo), Francisco (Bateria) e Renan D´Oliveira (Guitarra) e apresenta-se como umas das pioneiras no som industrial no estado do Pará.

INDUSTRIAL – Surgiu no final da década de 70 como um movimento essencialmente experimental. Basicamente é a união do bom e velho Rock ´N´ Roll com elementos de música eletrônica e, como qualquer estilo ou vertente, teve elementos modificados e regionalizados desde o seu surgimento. O estilo ganhou força na década de 90 quando duas bandas americanas, o Ministry e o Nine Inch Nails, foram indicados para a categoria “Best Metal performance” do Grammy de 1992, o prêmio foi dado ao Nine Inch Nails. A premiação culminou com uma boa época em vendas, o NIN conseguiu um disco de platina com o álbum “Broken” (1992) e o e o Ministry atingiu a mesmo feito três anos depois com o álbum “Psalm 69” (1992).

O I.O.N segue uma linhagem mais contemporânea, datada da década de 80, onde a experimentação é usada como um tempero: “Utilizamos uma linguagem mais convencional, mas não podemos deixar de lado a origem do industrial que é a parte experimental, colocar sonoridades mais esquisitas dentro dessa perspectiva de se brincar com a música pop” – explica Andrei. As letras tocam em assuntos pertinentes à sociedade de maneira artística como se fossem criados espelhos retorcidos em que a própria sociedade pudesse se ver, foge do aspecto discursivo e oratório. Firmando essa postura está a agressividade da perspectiva artística da banda que fica metaforizada através de uma máxima encontrada no release da banda: “I.O.N. é basicamente tomar um copo de areia com graxa” – “A arte não precisa ser agradável o tempo todo. Às vezes as experiências artísticas mais intensas são aquelas que te incomodam, que te fazem refletir, que te agridem de alguma forma, mas que te agridem de uma maneira artística e essa é uma das funções da arte do ION.” – esclarece o vocalista.
Atualmente a banda trabalha em uma nova composição, não tem nenhum cd gravado, mas disponibiliza cerca de oito músicas pela internet. "Hezu(Etnofagia)" é a faixa que você pode conferir aqui no Belrock.
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