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do lado mais escuro
Já está tudo pronto para o lançamento do álbum “Só veneno”, e isso acontece logo depois que o CD sair do processo de prensagem, o que deve acontecer já nas próximas semanas. Embora muita gente ache que esse é o primeiro registro fonográfico da banda, o Álibi de Orfeu já tem no currículo um vinil homônimo que é considerado raridade e disputado por colecionadores. A banda acumula 18 anos de estrada estando hoje na sua terceira formação. Começou em Belém, chegou a firmar residência no Rio e hoje está de volta à cidade natal gozando de todo o respeito e admiração que uma banda com tal história poderia usufruir.
Atualmente o Álibi de Orfeu é Rui Paiva (bateria), Sidney KC (baixo), Sérgio Barbosa (guitarra) e Gláfira Lobo (vocal): “Estamos juntos há três anos e já conseguimos caracterizar a banda pela sua diversidade que é uma herança da fundação da banda lá em 89. Tocávamos rock, uma das músicas parecia um funk e hoje essa diversidade está na contribuição que cada um dá pra uma música, o Sidney curte um som mais pesado, a Gláfira tem um pé na MPB e essa mistura resulta em algo diferente e ao mesmo tempo agradável.” – revela Rui.

O novo trabalho do Álibi traz 12 músicas da nova fase da banda, mas não abandona detalhes de um antigo repertório, como é o caso da faixa “Nossa torre de babel” com participação de Edgar Scandurra, música correspondente à segunda formação da banda. O interessante é que a playlist do CD foi escolhida pelo próprio público a partir de uma observação da relação que o público tem com algumas músicas. “Só veneno” traz letras que falam de amor de uma forma diferente, foge do amor idealizado e expõe o amor envolto em conflitos naturais de uma vida a dois. O CD deve começar a ser lançado em dezembro, isso mesmo... começar, já que a proposta da banda é fazer um lançamento dissipado com vários shows e várias participações – “inclusive estamos tentando negociar a presença das duas participações que temos no CD, Edgar Scandurra e Roberto Frejat, mas isso depende da agenda dos dois e de vários outros fatores” – explica o baterista.
Enquanto o CD não sai você pode ouvir aqui no Belrock uma das faixas do disco, “Quem disse que a vida era fácil”, que também já foi título de uma demo lançada em 2006 pelo selo Ná Figueredo, que também assina “Só veneno” junto com a BIS Produções.

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